segunda-feira, 24 de março de 2008

Coisas da Mulher de Hoje

Para encerrar a série Mulher de Hoje, as repórteres Silvana Requena, Maria Cândida e Sandra Annenberg vão abordar assuntos pra lá de femininos - aquelas coisinhas que só as mulheres têm, e que de que os homens não gostam muito...

Direto a um ponto que as mulheres adoram: discutir a relação. Só que os homens acham muito chato. Um deles conta sua estratégia: “Quando ela quer fazer uma ‘DR’ fico só escutando e concordando, mesmo que depois eu discorde de alguma coisa. Mas naquele momento tenho que concordar”.

Mas há exceções. No namoro de Giorgia e Miguel, é ele que gosta de discutir a relação. Miguel se explica: é um homem moderno. “Não é que ela não tem paciência. Ela é mais precisa, mais lógica: ‘olha, é assim e acabou’. Eu sou um pouco mais sentimental, gosto de entender, sistematizar”, ele conta.

Eles levam essa história da “DR” – discutir a relação – com muito bom humor. Os dois até defendem esse diálogo: “A gente conversa sobre tudo, é totalmente aberto um com o outro”, diz Giorgia.

Mas nem sempre a relação é tão aberta assim; nem sempre dá pra saber o que se passa pela cabeça das mulheres. “O homem acha que as mulheres modernas estão malucas!”, diz a psicoterapeuta Lídia Rosenberg Aratangy. “Eles pensam: ‘Eu não sei o que esta mulher quer de mim, o que mais eu posso fazer pra agradar’. Não está fácil. Elas estão desafiando os deuses”.

E quando junta a famosa TPM, então? É de enlouquecer. Uma pesquisa atesta que 48% das mulheres brasileiras têm ou já tiveram TPM. “É melhor deixar a mulher quieta quando ela está nesses dias, Nossa Senhora!”, comenta um homem.

Na definição do namorado, Tiscila tem uma “TPM bipolar”. Ele explica: “Tem dias que ela fica muito estressada e tem dias que ela fica muito sensível. Geralmente, a melhor solução é dar um chocolate”, brinca Rafael. Ele aprendeu bem o que é sofrer com a TPM.

Tiscila, de 22 anos, admite: “Eu mudo demais, com TPM. A minha expressão muda, eu fico mais séria, fico mais brava”. Ela já procurou tratamento, mas não adiantou muito. “Só resolve com café e doce, principalmente brigadeiro e pavê. E, às vezes, se isolar um pouquinho”. Rafael sabe como lidar com ela: “Quando eu sinto que ela começa chorar à toa ou a gritar à toa, eu já entendo e falo: ‘você está com TPM, não vamos nem continuar discutindo’”.

Ela entende o lado de Rafael. “Eu sou uma pessoa meiga, geralmente calma. TPM é algo que não devia existir”. Com TPM ou não, desculpa não falta.

Outra coisa bem de mulher é aquele momento só dela, em que resolve se dar um presentinho... a maioria das mulheres adora fazer compras. “Só de você sair, falar que vai comprar e dar uma espairecida, nossa já muda o humor!”, diz a dona de casa Rosa Mirlhas Correira da Costa. “É coisa de mulher, mas é bom. Eu acho ótimo isso!”.

Rosana aproveita o hábito e resolve tudo pra todos. “Compro tudo que precisam, independente de ser pra escritório, pra casa, pra cachorro. Pra tudo, sou eu”.

Ela admite que, às vezes, se arrepende. “Quando eu reformei, fui comprando e guardando. A hora que eu vi, tinha um monte de coisa repetida!”, conta. E ela se define: “Sou muito feliz”.

Pra que tanto consumo? Para quem a mulher se arruma? O psiquiatra Arthur Kaufman arrisca uma resposta: “Eu vou me permitir dizer que os homens são muito menos preocupados com o corpo das mulheres do que as próprias mulheres”, afirma. “A maioria dos homens não fica invocada com as mulheres que têm celulite, ou que têm excesso de peso. As piadas, os olhares feios, os olhares maliciosos, normalmente são das mulheres em relação às mulheres”.

Muito cá entre nós, mulher entende mulher como ninguém – e nada como dividir todas essas coisas de mulher com amigas, como vocês, telespectadoras. Em nome das mulheres dessa equipe, obrigada pela companhia ao longo desta semana.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

A carreira da Mulher de Hoje

Você sabia que 65% das mulheres brasileiras não se sentiriam realizadas se fossem apenas donas-de-casa?
Vamos deixar claro: elas não vêem nenhum demérito em ser donas-de-casa, mas sonham também com uma vida profissional. É justamente o que as repórteres Silvana Requena e Maria Cândida mostram: a luta da mulher pelo seu lugar no mercado de trabalho.


Aos poucos, elas chegam ao topo; uma em cada cinco empresas do país é presidida por uma mulher.

O sucesso profissional tem gosto diferente para as diferentes classes sociais. Para umas, principalmente das classes A e B, é uma obrigação e também um desejo. Para das classes B e C, é uma vitória. E, enfim, a realização de um sonho para tantas.

“A mulher foi desafiada. Ela sabe que o preconceito existe e isso faz com que ela se supere, com que ela trabalhe no detalhe da sua perfeição. Ela realmente se torna cada vez mais bonita, mais saudável, mais competente e mais vibrante para se mostrar pronta para o trabalho”, acredita Ligia Nery da Silveira, especialista em carreiras.

Helena Ferraz, de 29 anos, é gerente de marketing e é categórica: “Minha prioridade é minha carreira, sempre foi”. Namorado ou marido na vida da carioca está em segundo plano. “Se eu precisar eu vou trabalhar, independente do meu chefe, meu marido. É uma coisa que eu quero, que eu gosto, que eu acho importante pra mim. O trabalho me completa e me faz feliz”.

Para Helena, os homens ainda não entendem essa necessidade da mulher. “Acho que está mais fácil, mas ainda está faltando muito. Os homens falam que entendem, mas no dia-a-dia eles têm uma certa dificuldade, um certo orgulho. Poucos realmente falam e praticam”, ela diz. “Já ouvi vários comentários do tipo: ‘não vou ficar com você porque você ganha muito mais que eu’”.

Os homens garantem que não vêem problemas na esposa que ganha mais que o marido, mas fazem uma ressalva: eles não querem humilhação.

Entre homens e mulheres na mesma função, um terço delas tem salários menores e metade já consegue ganhar o mesmo que eles. A conquista da igualdade salarial começa a ser percebida dentro do mundo corporativo.

Matia Antônia, de 32 anos, nem se imagina sem trabalhar. “Se eu parar, acho que pára tudo. Se eu parar, não tenho como ajudar meus filhos e me ajudar também ter as minhas coisinhas”, diz. Ela mora na zona rural de São Luis com o marido e três filhos; faz artesanato, costura e lava roupa pra fora.

Maria Antônia sente falta de algumas coisas. “Pra mim, falta ter um serviço fixo, para poder ganhar salário todo mês. Hoje eu não tenho. Acho que não encontrei porque eu não terminei meus estudos”.

Maria Antônia se diz uma mulher guerreira. “Diria para as mulheres sempre serem guerreiras, como eu fui, porque um dia elas vão conseguir. Diria para elas esquecerem o passado e seguir com o futuro”.

O futuro não é mais só casar e ter filhos; há que somar o desafio profissional às outras jornadas. E para isso, a mulher tem que fazer escolhas.

Mônica, de 41 anos, trocou uma carreira bem sucedida numa multinacional por um trabalho autônomo que desse mais tempo para cuidar dos filhos. “Não era isso que eu tinha pensado pra mim, pelo menos antes de ter filhos. A carreira, eu retomava depois; os filhos provavelmente não vão voltar a ter 1 ano, 2 anos”, ela conta.

Mônica diz que a já sentiu preconceito por ter feito essa opção. “Eles vão escolher, dependendo da demanda, uma pessoa que não tem filhos, porque ela vai ter maior disponibilidade para empresa. E isso é verdade”, acredita. “Para resolver isso, acho que a gente tem que batalhar”.

Sessenta e cinco por cento das mulheres modernas não se sentiriam realizadas se fossem apenas donas-de-casa. A felicidade, hoje, para elas depende sim da realização profissional.

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domingo, 16 de março de 2008

Pálido ponto azul

Olá, Mulheres guerreiras

Nada melhor que começar a semana com muita vibração positiva e uma reflexão de que somos um pequeno grão de areia nesta vastidão que é o Universo e que se cada um fizer sua parte, estaremos construindo um mundo melhor!!

Então deixo este lindo vídeo que nos faz refletir e pensar que com pequenos gestos, podemos fazer muito por nós primeiramente, pelo próximo e pelo Universo!

Uma boa semana!!
Bia.


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quinta-feira, 13 de março de 2008

Vaidade e a Mulher de Hoje

“Vaidade, teu nome é mulher...” Essa frase, tão conhecida, representa bem a alma feminina Esse é o tema da quarta reportagem da série Mulher de Hoje. As repórteres Silvana Requena, Maria Cândida e Sandra Annenberg vão mostrar até onde as mulheres modernas vão em nome da auto-estima.

A brasileira se ama e tem muita auto-estima: 70% se acham bonitas.
Cristina, que mora no Amazonas e não revela a idade de jeito nenhum, faz de tudo para manter sua auto-estima sempre bem alta. “Já me endividei, já comprei cremes, perfumes, tudo parcelado”, conta. “Há sete anos atrás, fiz uma lipoescultura no corpo todo. Tudo por achar que tinha uma barriguinha a mais sobrando”.

Cristina resume: “Vou me definir como mulher: sou extremamente vaidosa, adoro me arrumar”.
Mas sempre tem um detalhezinho que incomoda; 89% das mulheres. gostariam de mudar alguma coisa no corpo. “Existe uma cobrança em relação ao corpo. Usa-se muito botox, usa-se clareamento dos dentes, silicones, barriga de tanquinho. Cada vez mais se investe na aparência”, afirma o psiquiatra Arthur Kaufman. “Isso em parte é positivo, mas em parte é negativo, quando você tem excesso de alguma coisa. É pouca cabeça, muito corpo. O ideal é que haja uma combinação dos dois, senão você fica realmente escravo. Isso não deixa as pessoas felizes”.
Rugas, celulite... Que atire o primeiro pote de creme quem não as tem.

“Em relação aos homens, as mulheres são muito mais benignas. Se o homem é inteligente, se o homem é bem sucedido e se está financeiramente bem, ele não é gordo; ele é “fofo” – ou seja, ele é aceito”, brinca Kaufman. “Agora, imagine esse homem com corpo de mulher e com as mesmas qualidades. Vão dizer: ‘aquela gorda’”.

É essa ditadura da beleza que leva 54% das brasileiras a pensar em cirurgia plástica. E sabe qual é a parte do corpo que mais preocupa a mulher brasileira? A barriga.
A professora de Educação Física carioca Maria Cristina já fez lipoaspiração no abdômen e está tão de bem com o espelho que, a um mês de completar 50 anos, já comemora. “Tenho orgulho de falar que eu tenho 50 anos”, ela diz.

É numa clínica de estética que ela resolve todos os probleminhas que encontra no corpo. “Eu vou à clínica todo mês, gasto em torno de 10% do meu salário”, conta Maria Cristina. “Acho que seu eu tivesse um pouquinho mais de dinheiro, eu dava um pulo mais alto: dei uma engordadinha, faço uma lipo; acordei com uma rugazinha, marca um botox”.

Nem todo mundo quer mudar o corpo. Muitas estão satisfeitas consigo. Só que o espelho é impiedoso e denuncia: o tempo passa para todas.

Envelhecer com saúde e qualidade de vida é o que busca Angelina, uma jovem senhora de Florianópolis. “Eu espero que daqui a mais 20, 30 ou 40 anos, eu consiga fazer o que eu faço hoje”, ela diz.

Angelina faz dança de salão, lê muito, cuida do corpo e da mente. “Eu diria a todas as mulheres que se acomodaram que, mesmo aposentadas, a gente não pode parar”, aconselha. “Envelhecer pra mim é viver o dia-a-dia, é encarar a vida de frente. É o agora, é no dia-a-dia, porque o amanhã... rola”.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

A Mulher de Hoje e os homens

Amor, namoro, casamento... o que se passa na cabeça da mulher brasileira quando falamos sobre relacionamentos? As repórteres Silvana Requena e Maria Cândida viajaram pelo país e mostram o que as mulheres pensam e esperam dos homens. Eles dizem o que acham de nós também.

Luciana, de 23 anos, é recém-formada em Direito e solteira. Sozinha, ela se diverte em Campo Grande: vai a bares, boates e, se pintar um namorado, tudo bem.
“A pessoa tem que ser companheira, ele tem que ser bem-humorado, simpático, tem que saber falar bem...”, enumera Luciana. E admite: “Tá difícil. Geralmente eles vêm com aqueles papinhos que você já está acostumada a ouvir, daí você já sabe não é a pessoa certa”.

Solteiras, casadas ou separadas, o que todas querem de um homem é honestidade em primeiro lugar. Depois, ele tem que ser atencioso e bem-sucedido. Simples, né?
As pesquisas dizem: a mulher tem outra visão do casamento; a união não é mais eterna. Hoje, ela cobra do parceiro amor e sexo.

Mais da metade das brasileiras não está casada, ou pelo menos não tem um relacionamento fixo. Muitas estão atrás da cara metade.

A psicoterapeuta de casais Lídia Rosenberg Aratangy concorda que essa busca está mais complicada. “Embora a parceria seja ainda altamente desejável, nós estamos ficando cada vez mais exigentes em relação ao que se espera do vínculo amoroso”, explica. “Para algumas pessoas, tudo bem viver feliz sem um parceiro. É possível ser feliz sozinha”.

A psicóloga Anissis tem 49 anos e nunca casou, por opção. “Tive vários namorados”, conta. A vida dela se divide entre o consultório, cursos, congressos e viagens de lazer; também adora sair com os amigos. “As pessoas estão sempre cobrando: ‘quado é que tu vai casar? Por que tu não casaste? Tu tem que arranjar alguém pra ser feliz, ao menos pra tua velhice?’. E eu falo: ‘eu não preciso de enfermeiro!’”, brinca. “Sou independente, bem resolvida e de bem com a vida. Sou feliz”.

A grande maioria dos homens não assumiu seu lado dono de casa e faz poucas tarefas no lar; aqueles que dividem o serviço, são apenas 25%. Nas ruas, os homens são sinceros: “Ajudo mais a cuidar dos filhos, isso sim. Mas nas tarefas do dia, em limpeza, confesso que deixo a desejar”, diz um deles.

Rosana, de Manaus, faz o prato do marido até hoje. “Eu levava até café na cama, agora eu parei porque ele tava muito mal acostumado”, diz. E mais: cuida pessoalmente das unhas e do cabelo do marido.

Rosangela e Bosco já estão no segundo casamento, e juntos há quase 20 anos. Mas a rotina já está mudando. “Eu fico muito orgulhosa quando ele me liga e diz: ‘olha, hoje eu fiz um café!’. É na cafeteira, mas já é uma evolução...”, brinca ela. “Eu me sinto realizada em todos os sentidos. Eu gosto de ser mulher”.

Os especialistas dividem o mapa do relacionamento marido e mulher assim: nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a esposa começa a apresentar uma independência maior. Nas regiões Norte e Nordeste, ela tem o perfil da dona-de-casa dependente do homem, que é o chefe da família e o provedor da casa.

Pesquisadora da UFAM, Iraildes Caldas Torres traça um perfil da mulher do Norte: “Eu diria que as mulheres aqui são mais caladas, mais tímidas. Em casa, ela também fica um pouco mais retraída nas relações matrimoniais”.

Ramon, 31 anos, e Alice, 29 anos, são de Brasília e estão casados há quase dois anos. Antes disso, moraram juntos – foi um teste; hoje, eles têm a bebê Nicole e dividem todas as tarefas da casa. “Naquilo que eu posso ajudar no dia-a-dia, eu contribuo. Lavo louça, lavo roupa, dou um jeito na casa. Esse tipo de coisa”, garante Ramon.

Alice aprova o comportamento, mas tem algumas ressalvas. “Em relação à casa, eu gosto do jeito que ele faz. Com relação à nenê, algumas coisinhas eu ainda fico pegando no pé”, admite. “Mas eu me controlo, porque sei que é chato. Acho que a grande jogada não é você tentar mudar o outro ou querer que a pessoa deixe de ter aquele defeito, mas é você saber conviver com aquilo e conviver bem”.

Para a psicoterapeuta Lídia Aratangy, não existe fórmula. “Acho que cada vez menos nós vamos ter um ‘modelão’. Em alguns momentos vamos ter homens que vão estar mais em casam, com os filhos e com as tarefas domésticas, enquanto a sua parceira está mais no mundo, fazendo sua carreira. Em outros momentos, isto pode se inverter, sem que isto tenha qualquer conotação de simetria, de equivalência, tanto dos gêneros masculino e feminino quanto dos trabalhos. Se a gente puder partilhar, sobra mais tempo pra aproveitar a vida”.

No blog da série Mulher de Hoje você encontra conteúdos exclusivos para a Internet. Visite!

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segunda-feira, 10 de março de 2008

O perfil da Mulher de hoje

Matéria que saiu no Jornal Hoje da Globo, muito interessante e mostra que somos guerreiras!!

A Mulher de Hoje é o tema de uma série de reportagens que vamos exibir nesta semana. Começamos mostrando as principais mudanças no universo feminino nos últimos anos, fazendo um retrato da mulher moderna.

As repórteres Silvana Requena e Maria Cândida percorreram 11 capitais brasileiras e gravaram depoimentos com personagens de todas as classes sociais. As mulheres são diferentes, mas todas têm um ponto em comum: elas se declaram batalhadoras e vencedoras.

Em número, elas são maioria: 51% da população brasileira. Mas as mulheres ainda são tratadas como minoria. Nem todos os direitos são iguais aos dos homens, e os deveres só aumentaram.

A imagem do sexo frágil ficou no passado. Tem que ser muito mulher pra segurar tanta barra.
Nas ruas de todo Brasil, a imagem que as mulheres têm delas mesas é muito parecida: batalhadoras, independentes, seguras.

O grito de liberdade foi dado. Hoje, 47% das brasileiras trabalham – e como trabalham. Que a nova mulher é independente, não se discute; mas a felicidade essa, depende sim de carinho e afeto.

Elendrea, de 25 anos, é de Manaus e sabe bem disso. “Talvez eu me sinta ainda mais feliz no dia que eu tiver minha própria família, um marido e um ou dois filhos ao redor”, ela diz. “No futuro, eu espero crescimento profissional, amadurecimento e reconhecimento”.

Elendrea namora Ricardo há um ano e meio. Agora ela só pensa na profissão, e não está disposta a abrir mão dela para casar. “Não me encaixo no perfil da dona de casa. Eu prefiro chegar em casa, encontrar meu maridinho de avental e perguntar o que tem pra jantar”. Para Ricardo, não tem problema: “Já faço esse papel em casa”.

A pesquisadora Gema Galgani Esmeraldo, pesquisadora da UFC, vê nesse comportamento uma espécie de transição. “Antes a jovem só queria casar, depois a jovem só queria trabalhar. Hoje, eu diria que não há mais um modelo. Nós estamos vivendo um processo de busca. Essa mulher – da geração de 20, 30 anos, que recebeu de presente toda a luta do feminismo – está vivendo o processo do dessa autonomia e está buscando o aprendizado dessa liberdade”, avalia.

Separada e com duas filhas pequenas, Elisa saiu do interior do Maranhão e foi para Brasília. Ela é manicure e chega a trabalhar 12 horas por dia. “Tem dia que dá vontade assim de parar, de tão cansada. Mas eu não posso me dar ao luxo de parar”, ela conta. A preocupação com o futuro passa longe da carreira: “Minhas metas são fazer meus cursos, estudar e comprar minha casa”.
Elisa acha que tem condições de atingir todas essas metas: “Eu me encaixo no perfil da mulher guerreira. Trabalho muito, dou um duro danado”.

Elas não fogem à luta, carregam a casa nas costas e são pilares do lar. Um terço das famílias brasileiras tem a figura feminina como principal provedora.

O lado delesO ator Alexandre Borges expressa o que muitos homens pensam a respeito do assunto: “Cá entre nós hein, é difícil entender o que se passa na cabeça das mulheres!”, admite. E ainda dá uma sugestão: “Vocês podiam criar um manual de instruções sobre o mundo feminino. Ia facilitar tanto pra nós...”

Essa é a mesma opinião de muitos homens Brasil afora. “Eu tive mãe pra começar a entender a mulher, aí agora eu tenho minha esposa e, para finalizar o processo, eu tive uma filha. Mas até hoje eu não consegui entender!”, brinca um.

E o que fazer com tanta incompreensão do lado masculino? O psiquiatra Luiz Alberto Py sugere: “O que a mulher pode fazer é ter um apoio, encontrar um homem que seja capaz de apoiá-la e de quem ela possa cobrar esse apoio”.

Patrícia Rigamonte, 41 anos, de Santo André (SP), conseguiu essa proeza. Ela é uma executiva bem sucedida, mãe do Leo e da Camila, e trabalha o dia todo. Quando chega em casa, é cercada pelos filhos: “É uma loucura. e é constante. Às vezes eu nem chego não dá tempo nem de ir ao toalete”, conta. “Não é fácil corresponder. Eu tive crises de enxaqueca até eu entender que era o sentimento de culpa que me fazia isso”.

Esse sentimento só muda com a idade. Por incrível que pareça, quanto mais jovem mais a mulher se sente culpada e se diz cobrada: primeiro pelos filhos, depois pelas tarefas domésticas – ou seja, por elas mesmas – e, por último, pelos maridos.

A mulher de hoje não tem um perfil único. Hoje nós temos mulheres que buscam afirmar as suas especificidades – são as negras, as indígenas, as rurais, as homossexuais, a adolescente, a mulher idosa...”, enumera a pesquisadora Gema Esmeraldo.

E a conversa continua: na próxima reportagem, vamos falar da visão da mulher sobre namoro, casamento – enfim, sobre a convivência com o sexo oposto.

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terça-feira, 4 de março de 2008

15 ATITUDES BÁSICAS PARA FAZER AS PAZES COM O RELÓGIO


Você já se viu "brigando" com o tempo? Perdido entre as atividades e o tempo. Para executá-las acaba adiando o tempo que seria para se cuidar? Abaixo algumas dicas:

1- Acorde cedo o suficiente para se arrumar e tomar café com calma.
Aqueles cinco minutos a mais na cama podem provocar pressa e atrasos desnecessários.

2- Tente ao máximo encurtar as distâncias. Principalmente nas grandes cidades, procure morar perto do trabalho, da escola, do centro comercial. E se possível faça esses caminhos a pé.

3- Não subestime o tempo do relógio e reserve mais tempo para seus compromissos do que habitualmente calcula. Isso promove chegadas e saídas menos apressadas.

4- Não é possível estar em dois lugares ao mesmo tempo. Só aceite os convites que realmente valem a pena e, ao incluir um novo compromisso na agenda, abra mão de outro menos importante.

5- Não atenda ao telefone enquanto faz outra atividade. Em geral, a simultaneidade implica em não concentrar atenção, provocando falhas e até acidentes.

6- Aproveite momentos clássicos de "perder tempo" _fila do banco, espera do dentista, trânsito _ para organizar o dia, ouvir boa música, rezar, pensar em coisas boas.

7- Evite brigas e desentendimentos. Ao marcar um encontro, certifique-se se a pessoa costuma ser pontual ou não e, se for o caso, relaxe na espera.

8- Reserve um tempo para se cuidar, prestando atenção no jeito que penteia o cabelo, escova os dentes, come... Faça isso no seu ritmo, sem se preocupar em terminar rápida ou lentamente.

9- Na maioria das vezes ganhar tempo é ilusão. Antes de obedecer ao ditado: "Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje", pergunte-se: "Vou aproveitar esses minutos ganhos com que me dá prazer?"
Se a resposta for não, vá devagar...

10- Faça pequenas pausas, quando o ritmo de trabalho apertar. Respire, espreguice, caminhe e pense em coisas que tragam alegria.

11- Tente não se contaminar com a ansiedade alheia, principalmente nas horas de rush. E não apresse quem convive com você, especialmente crianças.

12- Permita-se ser diferente da turma. Não tente acompanhar o ritmo coletivo 24 horas por dia.

13- Aproveite os momentos de calma na cidade, por exemplo, as manhãs de domingo. Experimente curtir um banho, uma caminhada, a leitura do jornal demorando o dobro do tempo normal.

14- Viaje para onde haja um ritmo diferente do da sua cidade, no mínimo a cada dois meses. Experimente a rotina do lugar. Se você vive na metrópole, vá para o campo ou praia. Se vive no interior, vá para um centro urbano

15- Confie que tudo vem ao seu tempo e acredite: a pressa é inimiga da perfeição, do bom humor e das boas energias!

(Adriana Alves - F. by Zuzu)